Poesia Insubmissa



O que é essa poesia?
Porque eu a escrevo?
É expressão de teimosia,
da revolta a que me atrevo

É de liberdade uma canção
a conclamar um mundo novo
É uma singela contribuição
que ofereço a este Povo

É ante o mundo da degradação um lamento...
e uma apologia à subversão desse jogo
É uma tentativa de fazer da poesia vento...
e um desejo de trazer nos versos fogo


Luiz Aurélio

Corre pra lá - Corre pra cá
Não pensa lá - Não pensa cá
Em sua retina - Só cabe rotina
Ouvirá essa buzina?
Sob sol ou chuva - Não tem fuga - Sai na madruga
Corre pra lá - Corre pra cá
Não pensa lá - Não pensa cá
Cruel rotina - Termina em ruína
Com a doutrina - Fechando a retina
É dura a sina - Mas há vacina!


M.R. 01/2012

Imagem: Leonid Afremov

Maníaco Depressivo


Minha depressão não é importada
Minha depressão não vem, não vem do nada
Não vem dos discos do Joy Division
É muito mais que isso, o que eu preciso

Minha depressão é ver as crianças nuas
Desnutridas, andando nas ruas
Acreditando que o seu futuro
Algum dia vá melhorar

Minha depressão não tem foice e martelo
Muito menos azul, verde e amarelo
Minha depressão não entra em recesso
Com ordem e orogresso não vamos progredir

Minha depressão não vem do excesso de drogas
Minha depressão não está na moda
O suicídio é uma boa saída
Pra quem não quer enfrentar a vida

Minha depressão é ver o povo
Acreditar no que parece ser novo
E se iludir com idéias
Que não mudam nada
E acreditar em contos de fadas


Música da banda Pupilas Diladadas
http://www.youtube.com/watch?v=p2-k5CrUDxw

Contraponto


Os dias passam tão rápido 
Nem dá para acreditar
No pouco tempo que me resta 
Quero fazer algo para transformar

Diante desse mundo destrutivo
Que ao menos deixe escrito
Meu grito estridente
Contra essa sociedade
Me levanto resistente

Um sentimento latente
De contra tudo isso protestar
Numa atualidade envolta em problemas
Mesmo com meu eu envolto em dilemas
Algo construtivo insisto em expressar


Luiz Aurelio

O protesto


Protesto contra o mal da força e da justiça:
Um degrada a fraqueza, outro excita à agressão;
Contra a fé que reduz o homem a alma submissa,
Iludindo-o com céus que nunca se abrirão.

Clamo contra o senhor, clamo contra a cobiça,
Inventora de leis, criadora de opressão.
Sou Spártacus e odeio a pátria se esperdiça
Meu sangue e faz, do suor, esforço hostil e vão.

Bradam, no meu protesto, os prantos do passado...
Ira acêsa de todo um mundo sofredor;
Mártir do amo, do rei, do padre, do soldado!

Sou a nova intuição contra a lei do Senhor;
Sou a ação que destrói a moral do pecado,
Para erigir o orgulho e libertar o amor.

(José Oiticica - 1919)

Auto-Educação


Você pode aprender...
Por conta própria.
Em casa e nas ruas
Fora dos muros da escola

Você pode aprender...
Por conta própria.
Sem professores,
aulas, provas, notas.

Você pode aprender...
Por conta própria.
Acorda !

Não desperdice seu tempo
na frente da TV
Não desperdice seu tempo
com besteiras no PC
Não seja um alienado
Seja mais você.

O que você quizer
Você pode aprender
escolha uns bons livros
crie o hábito de ler
e leia criticamente
desenvolva sua mente
para o sistema combater.


Luiz Aurélio

O partido



Modelo concreto
Da alienação política das massas.
Só é forte, na verdade,
Quando os oprimidos são simplesmente massa.
Vive soberbamente
Nas entranhas de sua razão de existência: o estado.
Tanto faz o lado
Esquerda, direita ou centro,
O partido
Ama o dinheiro, o poder, a hierarquia.
Seja comunista, nazista,
democrático, socialista,
trabalhador ou trabalhista...
O partido é sempre, embora nunca o diga,
o bastião, a última trincheira da classe capitalista.

Por que não existe um PC: Partido Capitalista?
Um PE: Partido dos Exploradores?
Um PB: Partido dos Burgueses?
Um PBP: Partido da Burguesia no Poder?
Um PUBB: Partido da Unificação Burguesa Burocrática?

Pensais sobre isto

O nome do partido sempre esconde aquilo que ele é.


Lucas Maia
http://api.ning.com/files/Uvtk4r-tub*YRRGkShi8i8iknIEY5msse6abcWs7IoETBKKHO0bANCjL9cGWWANiSPkjPjkleY-HEjMbYNrPw5eKZ-7YalXy/PoemaPolitico.pdf

Um dia a mais



Estou tão cansado que não consigo dormir
As pernas doem e não me deixam relaxar
Os pensamentos chegam para atrapalhar
De manhã é só despertar e partir

Trabalhar para viver
Ou viver para trabalhar?
Escolha antes do prazo de validade vencer
Pois não se sabe onde este mundo vai parar

Escove os dentes engolindo a comida
Não esqueça a carteira de identidade jamais
Gargalhe com os amigos na saída

Nas almas os sorrisos são cariados
E a anestesia é uma alienação constante
Não esqueça o beijo da esposa na despedida
E prepare-se para responder aos seus filhos
Pai
Qual o sentido da vida?


Estaine Alencar

http://estainexalencar.blogspot.com/
25 novembro 2011

olha para um lado e vejo destruição,
olho para o outro e vejo exploração,
na minha frente a televisão,
com a sua alienação,
alguem ai me ajude pra eu sair dessa desilusão!!!!!!!!


Joaquim Augusto Faria Borges

http://movaut.ning.com/group/poesialibertaria



Contra-Corrente


Não tenha medo de ser diferente...
Onde ser normal é mediocridade
Tente ir sempre em frente...
Mesmo que te amarre a odiosa sociedade

Tenha a liberdade sempre em mente...
Não tema o calor dos conflitos
Seja aquele que entre mortos-vivos...
Tenta lutar e viver intensamente


(A)urélio
julho-2011