Aos manifestantes


(poema distribuído no dia 21 de abril de 2012 na Marcha Contra a Corrupção / Fora Marconi em Goiânia)

Marcha contra a corrupção
O povo mostra sua indignação
Em meio a manifestação
Sentimos a forte emoção
De lutar junto à população

É momento também de reflexão
Para pensar nossa situação
E fortalecer uma idéia de transformação

Precisamos ampliar nossa visão
Para conseguir ver a corrupção
Não de um ponto de vista supercifial
Mas em seu caráter social

Aí entendemos e percebemos
Que o corrupto não é o camelô
Mas sim os da corja do senhor governador

Políticos são para o povo um fardo
Não se trata do indivíduo mas do cargo
Tenhamos nós todos a consciência
Que todo poder é corrupto por excelência

Enquanto houver capitalismo
A humanidade estará à beira do abismo

Que mais protestos esse povo anime
Que esse sistema é a corrupção e o crime
Organizados
Sistematizados
Institucionalizados
E tornados em estado normal de sociedade
Deprimente realidade

Revelamos que nossa intenção
Depois de analizar esse tema
É não esperar do governo a solução
Pois o mesmo faz parte do problema

Que essa luta proporção maior tome
Para além do Fora Marconi
E sejamos então mais críticos
Para gritar Fora Todos os Políticos!

Pelo fim a sociedade corrupta
Só uma transformação radical
Essa deve ser a nossa luta
Pela Autogestão Social!


(Luiz Aurélio)

O Jardineiro e o Gramado


O Estado é um jardineiro que cuida de um imenso gramado chamado povo.
Quanto mais aparado e uniforme for esse gramado, melhor é para o jardineiro pisar.
Tudo o que o jardineiro quer é um gramado para andar sem tropeços, onde não
haja sobressaltos.
Não seja mais grama, se liberte!
Seja um arbusto, um obstáculo.
Seja uma flor na simplicidade.
Seja uma arvore e se imponha ao ambiente.
Cresça amigo! Se desenvolva! Seja diferente!
Seja você!


Edson "Boina" Gonçalves

Inexorabilidade


Sempre nos quiseram convencer de nossa incapacidade.
Sempre nos fizeram crer de nossa ignorância.
Sempre nos falam de nossa fraqueza.

Nos julgam desorganizados, lactentes, mendicantes.
Mas há um erro congênito em tudo isto...

Do calo da mão miserável,
Do tormento da mente dolorida,
Da massa amorfa e aflita
Existe a virtualidade do futuro: a possibilidade.
Pois, o novo nunca deixa de nascer, a semente sempre há de germinar, o broto tende
inexoravelmente a crescer, o botão realiza-se na bela flor.

Por mais que a noite escureça temporariamente o horizonte,
O sol teima em sempre e sempre de novo nascer.


Lucas Maia

Homenagem à revolta de Viseu


No ano de 2008,
mês de agosto
em Viseu no Pará,
Se levantou dali o povo,
uma revolta a cintilar!

O que ali aconteceu?
Espere aí amigo meu,
essa história vou contar.

Foi abordado por policiais um rapaz
Depois disso ele não foi visto mais
Seu boné ensangüentado ali perto denuncia
Que esse jovem foi morto pela polícia
Sua família chora com a notícia

Fervilham ódio e dor contra essa injustiça
O povo pelas ruas se atiça

Vão cobrar do municipal judiciário
Mas o fórum não se importa com o vil assassinato
Diz que nada pode fazer nesse caso

É o estopim que bota o povo rebelado
Que decide fazer justiça, que regaço!
Já que o forum ao pobre não tem serventia
Botá-lo abaixo sentiu que deveria
Logo começou o estardalhaço
Ali dentro quebraram tudo que encontraram
E o prédio depois incendiaram
Para o juiz e promotor haviam guardado um fósforo
Mas os dois amendrontados já fugiram de helicóptero

O povo sublevado seguiu pra delegacia
Eles eram muitos, fugiu de lá toda a polícia
Viram dentro das celas que só pobre ali havia
Abriram aquelas portas, aos prisioneiros alforria!
Pouco depois em chamas toda a delegacia arderia

Revoltados em Viseu, bagaçeira, quem diria!
Mas isso ainda é pouco,
sempre digo a todo povo:
- Sua força é infinita!

Reacionários qualificaram a ação de criminosa
Mais aos revolucionários foi ela grandiosa

Homenageio a cada um daqueles bravos
Que naquele dia arregaçaram os braços
À família e amigos do jovem assassinado
deixo meu sincero lamento
Seguirei combatendo esse mundo de tormento
Pois quero ver ainda o dia,
que acabará essa injustiça

Será do povo uma conquista,
a velha ordem derrubar
E construir com sua revolução,
um mundo livre da iniquidade,
sem patrão nem propriedade
sem Estado se organizar a sociedade
É a vitória Autogestão!
É a verdadeira libertação!
Para isso também lutar,
falo a toda população.


Luiz Aurélio

Primeiro do Maio

Qual imenso vulcão em rubra efervescência,
Sinto ter o meu peito em ódio fremitoso,
- Ora manifestando em viva incandescência,
ora em fermentações de lance vaporoso.

E o peso brutal dessa rude existência,
no contínuo lutar da vida sem repouso,
correm-me pelo sangue indômito e raivoso
anseios de abrasar-me à luz da independência...

E como aquela plêiade e temerária raça
com rara impavidez clamara a tirania
do burgo prepotente em tempos que lá vão,

tu, ó Maio de luz e dor que agora passa,
dá-me forças também, para com ardentia,
proclamar do Porvir o sol da Redenção


Pedro A. Mota


Pós-trip

Entorpece a passageira euforia
Permanece a sujeira do dia-a-dia
Sujo por toda essa porcaria
Que nos foi imposta de cima
E que quero ver destruída.

Luiz Aurélio

Idéias da realidade

O operário não se reconhece na sua ação de trabalho por que o seu fim não lhe pertence,
 o produto é estranho ao seu produtor,
esse pertence ao capitalista e não ao trabalhador.

Esse modo de vida é recente,
 Prende o ser e libera o ter,
mas não é a única possibilidade existente.

Apesar de afirmarem que é natural
O homem dominar outro homem,
para o explorado isso não têm nada de normal.

As rádios, jornais e TVs transfiguram informações,
Produzindo ideologias feitas pelos nossos patrões.
Cria a ideologia da naturalização da exploração,

A nossa existência resumi a isso,
A liberdade está no que possui.
Essa é a sociedade capitalista,
Viva o consumista,
Que supri suas vaidades,
No lugar da liberdade.

Buscar as necessidades,
Não faz parte dessa sociedade,
A quantidade fala mais do que a qualidade.

Por isso escrevo,
Com desprezo
 do que vejo.
Não ser um fingidor,
da minha dor.

O único modo de mudar,
É lutar,
Com todos os trabalhadores participar,
 a luta radicalizar
E a transformação realizar.

A autogestão produzir,
E a vida voltar a surgir.


Autor: Adriano José Faria Borges.

 somente é permitido sua auto reprodução na luta contra o patrão.

O Analfabeto Marxista



O mais convecido dos analfabetos
é o analfabeto marxista
ele pensa que é socialista
mas na pratica não é

Ele acha que por meio de organizações burocráticas
como o partido político e o sindicato
da luta no parlamento e pela conquista do poder estatal
chegará ao socialismo

O analfabeto marxista
é tão burro
e estufa o peito dizendo
que é a vanguarda do proletariado

Não sabe o imbecil que
da má leitura sobre Marx
nasceu a teoria da vanguarda
e o pior de todos, o falso socialista
que é o burocrata opressor
que luta para conquistar o poder
para implantar o capitalismo de estado. 



Jayro de Sousa 

 http://spjayrosousadf.blogspot.com/

Vivamos a liberdade
Esmaguemos as fronteiras, estado, classes e burocracia
Uma vida de verdade
Realiza-se na anarquia

Rubens Vinícius - 02/12/2011

Poema anarquista

Vida cheia de poesia
Sem pátria
Vida em nova sintonia
Sem amo
Vida em constante euforia
Sem patrão.